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Marighella: homenagem ao guerreiro
Quero hoje lembrar a história de um homem que lutou pelo Brasil, acreditou em um mundo melhor e, por isso mesmo, foi penalizado. Foi assassinado pelo poder repressor brasileiro. Esta é a história de Carlos Marighella, baiano de nascimento, filho de pai italiano e mãe negra descendente dos Haussás,
Marighela foi a síntese da miscigenação neste país. Herdou do povo africano ancestral a combatividade e a sublevação contra a escravidão, a servidão, o autoritarismo. Na época da escravidão, este povo era conhecido por não aceitar a condição de submissão. Seu pai, imigrante italiano, trouxe consigo as ideias libertárias da Europa no início do século XX. Mariguella doou a própria vida pela causa dos trabalhadores, pela independência nacional e pelo socialismo.
Preso a primeira vez em 1932, este homem combativo enfrentou todos os embates com altivez e coragem. Combateu a ditadura Vargas no seu Estado Novo, inclusive resistindo com bravura aos 23 dias de tortura brutal. Sua generosidade estava estampada em suas ações. Preso por seis anos na ilha de Fernando de Noronha, o militante dedicou-se a um trabalho de educação cultural e política dos companheiros de cadeia. Em 1945, anistiado, Mariguella foi eleito como Deputado Federal. Esta Casa se orgulha de ter em seus quadros o seu nome como parlamentar. Mariguella foi constituinte da Constituição de 1946.
Porém, em 1948 teve seus direitos políticos cassados, assim como todos os parlamentares comunistas. Se observarmos a biografia deste brasileiro guerreiro, senhoras e senhores, percebemos que, enquanto vida teve, não deixou de lado a militância política. Participou da luta armada, fundou a Aliança dos Operários e Camponeses, participou da criação da ALN, entre outras ações. No dia quatro de novembro de 1969, às oito horas da noite, Carlos Marighella caiu em uma emboscada armada em São Paulo. Somente assim, há 40 anos, calaram sua voz. Hoje, senhoras e senhores, nos resta honrar o país que foi forjado na luta destes homens e mulheres que, assim como Marighella, doaram suas vidas para garantir o direito de expressão e de pensamento de cada indivíduo. Este legado, esta herança, é a nossa grande responsabilidade no Brasil atual. Cabe a cada um de nós valorizar as conquistas políticas e avançar no cumprimento dos direitos humanos. Esta é, sem sombra de dúvida, a melhor homenagem que possamos fazer a um homem como o guerreiro Marighella: edificar um país mais justo e democrático.
(pronunciamento dep. Fernando Ferro em 04.11.09)
Revitalização do Dnocs – um novo projeto de convivência com o semi-árido
Uma comissão formada por parlamentares e servidores participaram agora pela manhã de uma reunião com o Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, para discutir a revitalização do DNOCS. A preocupação dos parlamentares presentes é de fortalecer a atuação do DNOCS no semi árido.
O deputado Federal Fernando Ferro participou da reunião ressaltando a importância da participação dos servidores no processo de reestruturação do órgão. “ O DNOCS vive um processo de esvaziamento, que pode culminar na total inanição do órgão. Precisamos agilizar a apreciação do projeto que está no Ministério do Planejamento para que a matéria passe a tramitar no Congresso Nacional”, disse o parlamentar.
O Ministro Geddel mostrou-se interessado em contribuir para a revitalização do DNOCS, inclusive durante a reunião estabeleceu contato telefônico com o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, solicitando entendimento na referida proposta. Paulo Bernardo demonstrou interesse em encaminhar o mais rápido possível a matéria, dizendo somente que o projeto está maduro, mas é necessário fazer ajustes administrativos. “O Dnocs precisa readquirir pujança para tratar as tantas questões referentes ao semi árido”, afirma o ministro.
Nordeste rumo à autosuficiência energética
Recife sedia Ciclo de Debates Nordeste Vinte Um que discute avanços sócioeconômicos e revisao de políticas públicas na região.
Os estados nordestinos caminham para a auto-suficiência na geração energética. Hoje, a região não só dispõe de fontes próprias como tem condições de importar insumos, a exemplo de gás natural e carvão mineral, além de poder elevar sua capacidade de importação de eletricidade, através do reforço no sistema de transmissão. É o que garante estudo exclusivo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB), a ser divulgado esta semana, em Recife e Fortaleza, pela Revista Nordeste Vinte Um.
Ao lado de temas como avanços sócioeconômicos e revisão de políticas públicas, o assunto será discutido na próxima sexta-feira, 6, em Recife, durante o Ciclo de Debates Nordeste Vinte Um.
O evento acontecerá no auditório Odilon Ribeiro Coutinho, da Fundação Gilberto Freyre, das 9 às 13 horas, com a participação do presidente da CHESF, Dilton da Conti Oliveira, do diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, José Sydrião Alencar, do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) e do secretário executivo de Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Secretaria de Cência e Tecnologia de Pernambuco, Andersin Stevens Leônidas Gomes.
O encontro é aberto ao público e acontece, sexta-feira, 6, na Fundação Gilberto Freyre.
Mais informações: Fundação Gilberto Freyre (Rua Dois Irmãos, 320, Apipucos, Tel.:3441-1733) Revista Nordeste Vinte Um – (85) 88431379 / 8616-9529
Nordeste rumo à autosuficiência energética
Recife sedia Ciclo de Debates Nordeste Vinte Um que discute avanços sócioeconômicos e revisao de políticas públicas na região.
Os estados nordestinos caminham para a auto-suficiência na geração energética. Hoje, a região não só dispõe de fontes próprias como tem condições de importar insumos, a exemplo de gás natural e carvão mineral, além de poder elevar sua capacidade de importação de eletricidade, através do reforço no sistema de transmissão. É o que garante estudo exclusivo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB), a ser divulgado esta semana, em Recife e Fortaleza, pela Revista Nordeste Vinte Um.
Ao lado de temas como avanços sócioeconômicos e revisão de políticas públicas, o assunto será discutido na próxima sexta-feira, 6, em Recife, durante o Ciclo de Debates Nordeste Vinte Um.
O evento acontecerá no auditório Odilon Ribeiro Coutinho, da Fundação Gilberto Freyre, das 9 às 13 horas, com a participação do presidente da CHESF, Dilton da Conti Oliveira, do diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, José Sydrião Alencar, do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) e do secretário executivo de Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Secretaria de Cência e Tecnologia de Pernambuco, Andersin Stevens Leônidas Gomes.
O encontro é aberto ao público e acontece, sexta-feira, 6, na Fundação Gilberto Freyre.
Mais informações: Fundação Gilberto Freyre (Rua Dois Irmãos, 320, Apipucos, Tel.:3441-1733) Revista Nordeste Vinte Um – (85) 88431379 / 8616-9529
Pelos pequenos produtores de Ipojuca
Quero registrar em plenário a denúncia que a Comissão Pastoral da Terra – CPT e a Associação dos Moradores do Mangue de Ipojuca, Zona da Mata Sul Pernambucana, encaminharam a mim esta semana. De acordo com o documento encaminhado, famílias de trabalhadores rurais e pescadores que moram naquele município e que vivem em terrenos da Marinha do Brasil estão sendo pressionadas a deixar o local pelos proprietários da Usina Salgado.
Esta é uma prática comum entre os latifundiários. Deixar os trabalhadores rurais sob forte pressão, sob ameaça de violência para, depois, expulsá-los das terras que lhes são a fonte de sobrevivência. Aliás, se me permite, Senhor Presidente, esta é uma prática secular em nosso país. Foi assim que se formaram as grandes propriedades, foi assim que os índios foram perdendo sua identidade e sua terra. É assim ainda em muitas regiões rurais do Brasil. A força do dinheiro e da violência vai de encontro aos preceitos dos direitos humanos e da necessidade premente de distribuição de renda. As violações sofridas pelos camponeses e pescadores de Ipojuca são ainda mais graves. Não se trata de um simples conflito entre a Usina Salgado e algumas famílias sitiantes, mas de um conflito coletivo de posse, que envolve dezenas de famílias que formaram comunidades rurais centenárias na região. Estas famílias estão sendo despejadas sem a devida indenização, sem a preocupação com seu adequado reassentamento. Isto é grave, senhoras e senhores!
Como estas famílias vão inserir-se novamente no mercado de trabalho e no tecido social? Certamente, muitos vão aumentar os bolsões de misérias formados em torno das praias paradisíacas do litoral sul pernambucano, formando favelas. Contudo, o imóvel em litígio é terreno de marinha, portanto, propriedade da União, onde há mais de cem anos se consolidou o Sítio Zé Ipojuca, composto por mais de 70 famílias, com aproximadamente 340 pessoas que notadamente sobrevivem da agricultura familiar e da pesca artesanal. O Governo Lula vem dando apoio a esta comunidade, uma vez que implementou ações como o Programa Luz Para Todos na comunidade. Na ocasião, inclusive, os proprietários da Usina Salgado posicionaram-se contra a instalação da energia elétrica para os trabalhadores rurais. Em decorrência desta ação, o Incra solicitou à Gerência Regional do Patrimônio da União o cancelamento do regime de ocupação da área cedida à Usina Salgado demonstrando interesse em regularizar a posse dessas famílias.
Pois bem, Senhoras e Senhores o Estado Brasileiro está agindo para garantir a estas famílias o direito à moradia e ao trabalho. Neste contexto, surge também a denúncia de graves danos ambientais que, de acordo com o Ibama, administração da usina vem cometendo. Um estudo identificou que a Usina tem realizado plantio e queima de cana-de-açúcar em áreas de preservação permanente. Como podemos perceber, há graves denúncias de infração aos direitos ambientais e aos direitos humanos. Vamos atuar para que os pequenos produtores tenham o direito ao que já foi conquistado: trabalho e moradia. Estamos nesta luta ao lado da Pastoral da Terra e da Associação dos Moradores do Mangue de Ipojuca.
Era o que tinha a dizer.
Muito Obrigado,
Fernando Ferro Deputado Federal PT/PE
Quem deve ser o presidente do PIG (Partido da imprensa Golpista?)
Caro internauta,
Convidamos você a responder a enquete neste site (nesta mesma página, à esquerda) sobre quem, na sua opinião, deve ser o presidente do PIG (Partido da Imprensa Golpista).
Na sua opinião, quem comanda a trupe?
PIG entra pro dicionário!!!!
O PIG (Partido da Imprensa Golpista) entrou pro dicionário!!!!
Quem diria, hein?
Vejam no site do Paulo Henrique Amorim: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=20710
